abr 272012
 

Pronomes demonstrativos

TigrisetagnuscordeiroetigrelambandtigerAntes de estudarmos a tabela dos pronomes demonstrativos, é interessante notar que um dos poucos reflexos do gênero neutro latino na língua portuguesa é a terceira forma de demonstrativo: isto, isso, aquilo. Esta forma indefinida pode ser aplicada para qualquer objeto independentemente de seu gênero, ou seja, não é nem masculino, nem feminino; nem um, nem outro; o que originou o gênero: neutrum (Ne utrum…). Passemos à tabela dos demonstrativos, a qual per se dispensa comentários prolixos.

Hic, haec, hoc – este, esta, isto

Singular

Plural

Gênero

M.

F.

N.

M.

F.

N.

N.

Hic

Haec

Hoc

Hi

Haec

Haec

Ac.

Hunc

Hanc

Hoc

Hos

Has

Haec

G.

Huius

Huius

Huius

Horum

Harum

Horum

D.

Huic

Huic

Huic

His

His

His

Ab.

Hoc

Hac

Hoc

His

His

His

Iste, ista, istud – esse, essa, isso

N.

Iste

Ista

Istud

Isti

Istae

Ista

Ac.

Istum

Istam

Istud

Istos

Istas

Ista

G.

Istius

Istius

Istius

Istorum

Istarum

Istarum

D.

Isti

Isti

Isti

Istis

Istis

Istis

Ab.

Isto

Ista

Isto

Istis

Istis

Istis

Ille, Illa, Illud – aquele, aquela, aquilo

N.

Ille

Illa

Illud

Illi

Illae

Illa

Ac.

Illum

Illam

Illud

Illos

Illas

Illa

G.

Illius

Illius

Illius

Illorum

Illarum

Illorum

D.

Illi

Illi

Illi

Illis

Illis

Illis

Ab.

Illo

Illa

Illo

Illis

Illis

Illis

Ipse, ipsa, ipsum – o próprio, a prória

N.

Ipse

Ipsa

Ipsum

Ipsi

Ipae

Ipsa

Ac.

Ipsum

Ipsam

Ipsum

Ipsos

Ipsas

Ipsa

G.

Ipsius

Ipsius

Ipsius

Ipsorum

Ipsarum

Ipsorum

D.

Ipsi

Ipsi

Ipsi

Ipsis

Ipsis

Ipsis

Ab.

Ipso

Ipsa

Ipso

Ipsis

Ipsis

Ipsis

Is, ea, id – ele, ela, aquele, aquela, o que

N.

Is

Ea

Id

Ii

Eae

Ea

Ac.

Eum

Eam

Id

Eos

Eas

Ea

G.

Eius

Eius

Ieus

Eorum

Earum

Eorum

D.

Ei

Ei

Ei

Eis ou iis

Eis ou iis

Eis ou iis

Ab.

Eo

Ea

Eo

Eis ou iis

Eis ou iis

Eis ou iis

Idem, eadem, idem – o mesmo, a mesma

N.

Idem

Eadem

Idem

Iidem

Eaedem

Eadem

Ac.

Eundem

Eandem

Idem

Eosdem

Eaedem

Eadem

G.

Eiusdem

Eiusdem

Eiusdem

Eorundem

Earudem

Eorumdem

D.

Eidem

Eidem

Eidem

Eisdem ou Iidem

Ab.

Eodem

Eadem

Eodem

Eisdem ou Iisdem

 “Hic” equivale ao demonstrativo luso “este”, ou seja, à ideia de proximidade imediata de quem fala e de quem ouve.

“Iste” equivale ao demonstrativo luso “esse”, ou seja, à ideia de proximidade imediata de quem fala, mas não de quem ouve.

“Ille” equivale ao demonstrativo luso “aquele”, ou seja, à ideia de distância tanto por parte de quem fala quanto da parte que ouve.

O conjunto “Ipse, ipsa, ipsum” equivale aos pronomes pessoais “ele, ela”. São usados para evitar repetições na frase de um nome mencionado anteriormente. É questão de estilo. Assim é de fato um “pro-nome”, ou seja, uma palavra que substitui o nome. Por outro lado, o Ipse é mais enfático que o pronome pessoal “is”, visto nas lições anteriores, e pode ser traduzido por “ele próprio”, ou “ele mesmo”.

Os pronomes demonstrativos também se declinam. Um exercício muito interessante é traduzir cada pronome em cada gênero da tabela acima segundo o caso. Veja o modelo abaixo:

Caso

Latim

Português

Singular

Nominativo

Hic

Este (Sujeito da frase)

Acusativo

Hunc

Este (Objeto Direto)

Genitivo

Huius

Deste

Dativo

Huic

Para este

Ablativo

Hac

Por este, com este

Plural

Nominativo

Hi

Estes (Sujeito da frase)

Acusativo

Hos

Estes (Objeto Direto)

Genitivo

Horum

Destes

Dativo

His

Para estes

Ablativo

His

Por estes, com estes

 Mãos à obra!

Uma curiosidade interessante é que alguns latinistas vêem no “Ille, Illa, Illud” a origem remota do pronome pessoal português “Ele e Ela”.

Em alguns textos, o leitor poderá encontrar a forma “hujus”, mas tanto o latim clássico como o eclesiástico desconhecem a letra “j”, de maneira que em nosso curso, jamais usamos o “j”, que é usado em alguns meios jurídicos nacionais ou estrangeiros.

Uma consolação: não há o caso vocativo nos pronomes demonstrativos…

abr 202012
 

Leitores_escrevem_depoimentos

Um ano de Praecones Latine:

Escrevem os leitores

Queridos amigos,
Fiquei muito feliz em descobrir este site.
Sou professor universitário, com dois doutorados e sinto muita falta de exercitar a etimologia de nossa língua inserindo as origens da língua mater. Embora não seja professor de português, tive uma ótima base da língua em escolas militares, inclusive sou do tempo onde o latim fazia parte da grade escolar. Gostaria de estar em sintonia com os senhores.
Meus alunos, apesar de serem uma elite (Universidade Federal) nada conhecem do latim. Muitos me chocaram em não saber o que era “este tal de latim”.
Por favor, continuem em sua missão!
Um abraço Prof. Edgard Thomas Martins (Universidade Federal de Pernambuco)

Professores

Sou professor de Latim, Grego e Hebraico Bíblico e Moderno.
Fiquei feliz com a existência deste site com que a Língua Latina tem seus valores resgatados. Não considero o Latim uma língua morta, muito ao contrário, é uma das mais vivas do mundo, não só pelas línguas que deu origem, mas sobretudo pela opulência de sua estrutura original.
Quero aproveitar a oportunidade para congratular-me com o autor do site e dizer-lhe que doravante sou seu fiel seguidor com que buscarei incorporar aos meus valores e conquistas acadêmicas os ensinamentos aqui instruídos.
Parabéns!

Pedro Borges dos Anjos (Instituto de Idiomas Polycenter)

Da França

Bonne initiative que ce site étudiants! Il y a de l’idée, et quoi de mieux pour réhabiliter le latin.

Site des etudiants

De Franca…

Boa noite,

Chamo-me Hamilton. Resido em Franca, 440 km da Grande São Paulo, cidade próxima de Ribeirão Preto. Ela é conhecida como a capital do calçado masculino.
Bem, navegando na internet, deparei-me com este site muito interessante, pois sou professor de latim, além de inglês, alemão e esperanto. Não é fácil encontrar um site como esse sobre o latim, mesmo porque o latim ainda é bem fraco no Brasil, pois lá fora é bem difundido.
Ministro aulas em uma escola de idiomas e também em um seminário aqui em Franca.
Espero manter contato com vocês.
Obrigado.

Hamilton

De Roma

S.P.D. Latine Hudson! Gratulationes ingentes vobis porgo pro hoc vestro labore!
Inter meos discipulos in Latino curso pervulgabo istius loci interretialis notitiam!
Inter consocios vestros apud Athenaeum Pontificium “Regina Apostolorum” Romae studui et Collegium Internationale “Maria Mater Ecclesiae” apud viam Aureliam remoratus sum!
Cura, ut bene valeas!
Mag. Hudson Canutus!

(Filósofo e professor de Latim e Italiano na Casa de Cultura Latino-Americana da UFAL)

De Miami

Macte estote virtute! Laudo conamina vestra quibus vultis sermonis latini disseminare cultum. Utinam orerentur inter vos qui Ecclesiae Catholicae linguam elegantissimo quoque dicendi genere loqui et scribere valuerint.

Vere nobilissimum est inceptum cognitionem linguae latinae, praesertim in Ecclesia, fovere et augere. Paulus VI, summus pontifex dixit magnum Ecclesiae praestare auxilium omnem christifidelem qui studio sermonis latini vacat. Proh dolor, his diebus, linguae latinae cultus, ubique terrarum necnon in Ecclesia Catholica dormitat. Congratulor idcirco tibi quia studium hujus sermonis non negligis. Ego non sum linguarum magister. Paterfamilias sum et munere meo fungor in administratione fiscali. Consodalis sum autem consociationis canonicae nomine Familia Sancti Hieronymi, cujus membra sibi suscipiunt opus utendi, studendi, provehendique linguam latinam vivam, Ecclesiae Catholicae propriam, quam imprimis quotidiano usu oportet discere. Lingua latina enim, sicut omnes linguae, phenomenon est acusticum. Oportet illam discere auribus et ore potius quam oculis. Magni igitur momenti est auscultare linguam latinam et experiri sermonis romani usum vivum. Nos, membra Familiae S. Hieronymi quotannis convenimus ut paucos dies simul maneamus ubi tantummodo latine inter nos confabulamur. Nonnulla de his nostris inceptis apud sequentem situm legi possunt: www.hieronymus.us.com

Andreas Meszaros (Familia Sancti Hieronymi – USA)

De um grande abade

É uma alegria perceber o interesse de alguns a falar sobre o nosso amado fundador em momentos tão reflexivos que vive a Igreja. Parabéns aos seus idealizadores! Que Deus abençoe a todos!

Mosteiro de São Bento, São Luis do Maranhão.

Dom Leão, OSB.

De Portugal

Estimados(as) Afilhados(as) e Afilhadas,

Ave Maria,

Como sói acontecer, é excelente este “tópico” do sítio dos Arautos.
Parabéns, também, por possibilitar-nos mais cultura.
Sinceramente,
Fernando Geribello

Explicações claras

Estão bem claras, as explicações. O ensino de latim deveria fazer parte do currículo do ensino médio porque iria facilitar a aprendizagem da língua portuguesa e a formação dos vocábulos. Está na hora de exigir mais dessa juventude que tem inteligência potencial e descobrir mais intelectuais! Nosso querido País está precisando!

Terezinha Lopes Ruela Pereira

Método

Gostei muito. É muito interessante essa forma que vocês ultilizaram. Continuem! Já divulguei o site para outras pessoas, e elas ficaram interessadas.

José Jamerson

Do Seminário

Salve Maria!
Elogio-vos pela qualidade das informações nesse site. Sou seminarista e muito gostaria de cultivar a língua latina (oficial da igreja), mas sofro muito preconceito, infelizmente, até pelos próprios padres da Igreja, e sinto-me sufocado. Muito bom o blog. Parabéns pelo trabalho e continue nos ensinando de forma tão pedagógica.
Eduardo

 Vontade de aprender

Deus é providente!!! E ama muito os seus. Eu estava com muita vontade de aprender LATIM e não sabia por onde começar e, acessando o site dos Arautos do Evangelho encontrei essa maravilha Praecones Latine. Deus os abençoe cada vez mais. Amém!

Raquel Araújo

 Testemunho de fé

Parabéns
Fiquei feliz em saber que os Arautos colocaram para o publico fiel aquilo que a eu ver foi escondido por muito e hoje vem a tona com uma beleza e uma leveza de alma, Residum revertetum. Vejo que a igreja renasce do coração imaculado de Maria como uma flor perfumada e tende a invadir os mais profundos recônditos da alma e transformá-la em semente para esse novo reino que os senhores estão fundando: o reino de Maria.
Parabéns!

Agnaldo ferreira

 Fomentando o gregoriano

Salve Maria! Fiquei contentíssima de encontrar este post, pois participo de um coral de pais que está aprendendo a cantar músicas para celebração eucarística, e justamente estamos aprendendo sobre o gregoriano (desde a origem até a ler partituras). Já acompanho as publicações sobre Latim neste post a algum tempo, sendo muito apreciado pela minha família. Muito obrigada, e que Nossa Senhora lhes pague.

Tania

Liturgia

Idéia louvável. O conhecimento do canto gregoriano, suas letras e melodias, é de muita importância para nosso aprendizado pois facilita o acompanhamento da linda Liturgia Eucarística dos Arautos.

Margarida Guimarães Santos

Língua da Igreja

Graças a Deus encontrei um site maravilhoso que nos permite aprender o que a Igreja fundada por Jesus Cristo nos ensina, na língua da Igreja. Obrigada!

Necimar de Jesus F. Aragão

Uma sugestão para o futuro

Salve Maria!

Fiquei muito contente com esta possibilidade de aprender latim. Peço a Deus que este curso seja um sucesso e o primeiro de muitos. Quiçá, no futuro, grego e hebraico antigos também sejam objetos de cursos.

Aurélio Aranha

abr 092012
 

Pe. José Arnóbio Glavan, EP

Bourges - Dscn0692-Bourges - Paulo MikioNos séculos que se seguiram ao Edito de Milão a Igreja encontrou-se numa delicada situação. Se de um lado podia mover-se em liberdade e à luz do dia, de outro teve que enfrentar a rápida e intensa propagação das heresias, que gozavam, também elas, da mesma situação de liberdade. Assim antigas doutrinas heterodoxas (falsas) sobre as quais a Igreja tinha triunfado em tempos de perseguição, renasciam em aspectos novos enquanto outras heresias novas surgiam. Entre os  séculos III e VII viu-se ela sacudida por grandes embates doutrinários nos quais, entretanto, a ortodoxia ia se afirmando com cada vez maior clareza e precisão.

Durante as antigas perseguições a Igreja de Deus enfrentou gloriosamente inimigos internos e externos. Mas vencidos estes últimos, concentrou-se ela nos primeiros: as heresias. Uma outra ordem de realidades, ainda, se somava a estas: se com Constantino a Igreja alcançara a liberdade, com Teodósio I o Grande tornou-se religião oficial do Império Romano. Com efeito, este imperador proibiu o culto pagão em todo o Império,  sem entretanto recorrer à força para reprimir seus adeptos, mas negando-lhes, simplesmente, cargos e regalias oficiais, transferindo-as para os cristãos. Os imperadores que se seguiram foram, aos poucos, fazendo recuar o culto pagão, o que aliás provocava contínuos protestos de seus seguidores, ainda numerosos na vida pública romana, sobretudo no Senado. Graciano (375-383) no Ocidente, por exemplo,  foi o primeiro a recusar o título de Pontifex Maximus (supremo pontífice), que os imperadores pagãos ostentavam, e que Constantino e seus sucessores, por política, conservaram.

Se tal situação fazia dos imperadores romanos, fiéis súditos da Santa Igreja, fazia-os também seus naturais protetores. E por isso, em muitas situações entenderam eles poder exercer sobre a Esposa de Cristo uma descabida tutela. Vê-se então imperadores —  sobretudo os do Oriente — intervirem, com pretensões de autoridade, em debates teológicos e mesmo disciplinares da Igreja. Mas também usarem do poder secular para reprimir os hereges e, não raras vezes, os ortodoxos. Constantino I (306-337), e Teodósio I (379-395) favoreceram a ortodoxia mas já seus sucessores Constâncio (337-361) e Valente(364-378), protegeram o Arianismo, destituindo e exilando Santo Atanásio, o grande herói da luta anti-ariana. Teodósio II, por sua vez, protegeu os hereges monofisitas.

Os sete primeiros concílios foram convocados pelos imperadores. Constantino convocou, em 325, o primeiro concílio ecumênico, o de Nicéia, e Teodósio II em 431 convocou o  Concílio de Éfeso, a fim de se pronunciar sobre a heresia nestoriana. O Imperador hesitou muito entre São Cirilo, representante do Papa e grande defensor da ortodoxia, e os bispos partidários de Nestório, mas acabou por apoiar aquele e exilar este.

O mesmo imperador, entretanto, dezoito anos mais tarde, premido pelo Patriarca Dióscoro de Alexandria, partidário do heresiarca Eutiques, convoca um novo Concílio Ecumênico para Éfeso. Concede, a presidência a Dióscoro, que recusa cedê-la aos representantes do Papa quando estes chegam, e ainda ousa impedir a leitura da carta de São Leão Magno que expunha a boa doutrina em face do Monofisismo de Eutiques. Este, portanto, não foi um Concílio mas sim um conciliábulo, e ficou conhecido na história com o nome de Latrocínio de Éfeso, porque reuniu os bispos sem o consentimento e a aprovação do Papa.

abr 092012
 

Pe. Arnóbio José Glavan, EP

De diversos modos, hoje em dia, se divide e classifica a História da Humanidade. Há inclusive quem adote uma divisão própria para a História da Igreja, diversa da divisão adotada para a História Universal. Com efeito, o fato de se adotar esta dupla classificação pode levar a se considerar a História da Igreja como apenas correndo paralela à História da Humanidade e não intimamente unida a ela como o fermento na massa. De fato a Igreja é uma instituição com a missão de entrar na História, e agir nela operando a Salvação. Neste sentido ela só pode ser compreendida em toda a sua dimensão quando vista como um fator de transformação da História rumo ao Reino escatológico de Deus. A História da Salvação é, pois, uma História dentro da História.

Deste modo preferimos adotar para a História da Igreja a mesma divisão da História Universal, e fiquemos com a tradicional, que a classifica em quatro idades: Antiga, Média, Moderna e Contemporânea.

Na antiga distinguimos a antiguidade clássica, que vai das origens até o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo; e a cristã que se estende, segundo a convenção, até queda do império romano do Ocidente, em 476.

Igreja construída na chamada "Idade das trevas", Sainte Chapelle, Paris.

Igreja construída na chamada "Idade das trevas", Sainte Chapelle, Paris.

Temos depois a chamada Idade Média e a convenção estabelece para seu início a  queda do Império Romano do Ocidente e para fim a queda do Império do Oriente, em 1453. Como se vê, à Idade Média se atribui um período de cerca de mil  anos de duração. A designação de “Média” — época intermediária entre a Antiga e a Moderna —  vem de um descabido preconceito que modernamente dominou certos defensores do Humanismo e da Renascença. Votavam estes uma incondicional admiração pela antiguidade clássica: suas filosofias, artes, e até mesmo para efeitos literários e artísticos, seus deuses. Tudo com evidente intuito de desmerecer e menosprezar a obra santificadora e civilizadora da Igreja.

Chegou-se mesmo a apelidar a Idade Média de “noite dos mil anos“, ou “período das Trevas“, mas com o advento das pesquisas históricas e dos estudos especializados tais concepções acabaram por cair no mais completo ridículo e ficaram como testemunhas de estreiteza de horizontes, de obscuridade de espírito — de “noite” nas mentes — de certas correntes de pensamento modernas.

Segue-se a Idade dita Moderna, à qual nos referimos acima, e que se estenderia do fim da Idade Média até a data simbólica da deflagração da Revolução Francesa: 1789. Vem por fim a Idade Contemporânea que se estende até nossos dias.

abr 052012
 

Victimae Paschali Laudes

EcceHomo_Jesus_Filho_de Deus_Latine

Victimae Paschali Laudes

Não há acentos no latim. Transcrevemos aqui apenas para facilitar a pronúncia.


Victimae pascháli laudes ímmolent Christiáni,

Agnus redémit óves: Christus ínnocens Patri reconciliávit peccatóres.

Mors et vita duéllo conflixére mirando: dux vitae mórtuus, regnat vivus.

Dic nóbis Maria, quid vidísti in via?

Sepulcrum Christi vivéntis, et glóriam vidi resurgéntis:

Angélicos testes, sudárium, et vestes.

Surréxit Christus spes mea: praecédet suos in Galilaéam.

Scimus Christum surrexísse a mórtuis vere: tu nóbis, victor Rex, miserére. Amen. (Allelúia).

Tradução para o português

À vítima pascal, que os cristãos oferecem o sacrificio de seus louvores.

O Cordeiro redimiu as ovelhas: Cristo inocente, com o Pai, reconciliou os pecadores.

A morte e a vida se bateram num duelo admirável, o Rei da vida, morto, reina vivo.

Dize-nos, Maria, no caminho; o que vistes?

O sepulcro de Cristo, que vive, e a sua glória que ante os olhos tive.

Vi as testemunhas angélicas, o sudário e as vestes.

Cristo minha esperança, ressuscitou e preceder-vos-á na Galiléia.

Sabemos, sim, que Cristo ressuscitou dos mortos.

Vós, ó Rei vitorioso, tende misericórdia de nós. Amén. Aleluia.

Audio e Partitura

Victimae Paschali Laudes (Gregoriano)

Para ouvir, clique aqui.

Partitura_Victimae_Paschali_Laudes_Jesus_Sequencia_Ressurreicao_Resurection_Oster

Feliz Páscoa!