maio 162012
 
Liber_Cantualis

O coletânea dos mais belos cânticos gregorianos, que vem a lume sob a coordenação do Pe. Pedro Morazzani, EP, é fruto de décadas do cultivo do gregoriano no dia-a-dia da comunidade religiosa dos Arautos do Evangelho. Cada melodia está acompanhada da partitura e da tradução portuguesa do texto latino.

O gregoriano nasceu na aurora da Idade Média com a compilação de alguns hinos usados pela cristandade primitiva por ordem do Papa São Gregório Magno (590-604). Essa coletânea de cânticos eclesiásticos passou para a História com o nome de canto “gregoriano” em homenagem ao virtuoso Pontífice.

Passados tantos séculos do seu surgimento, o Concílio Vaticano II definiu o gregoriano “como o canto próprio da liturgia romana”, destinado na ação litúrgica ao “primeiro lugar” (Sacrosanctum Concilium, 116). Em razão disso os padres conciliares procuraram estimular os fieis a “cultivar com sumo cuidado o tesouro da música sacra” recomendando de maneira ingente a formação de schola cantorum “nos Seminários, noviciados e casas de estudo de religiosos de ambos os sexos, bem como em outros institutos e escolas católicas” (Idem, 114-115).

Anos mais tarde, o Papa João Paulo II reafirmou essa primazia do gregoriano: “no tocante às composições musicais litúrgicas, faço minha a ‘regra geral’ formulada por São Pio X nestes termos: ‘Uma composição religiosa é tanto mais sagrada e litúrgica quanto mais se aproxima — no andamento, na inspiração e no sabor — da melodia gregoriana; e é tanto menos digna do templo quanto mais se distancia desse modelo supremo” (Quirógrafo de João Paulo II sobre a Música Litúrgica, 12).

Testemunha do relevante papel que a música sacra tem na vida espiritual dos católicos desde os primeiros tempos do cristianismo, Santo Agostinho em uma de suas mais célebres obras, as Confissões, afirmou que o contato com as piedosas melodias litúrgicas das cerimônias presididas por Santo Ambrósio, o ajudaram a encontrar o caminho da Verdade: “Quanto chorei ouvindo vossos hinos, vossos cânticos, os acentos suaves que ecoavam em vossa Igreja! Que emoção me causavam! Fluíam em meu ouvido, destilando a verdade em meu coração. Um grande impulso de piedade me elevava, as lágrimas corriam-me pela face, e me sentia plenamente feliz” (Confessionum, 9, 6: PL 769,14.).

Oficio dominical cantado em estilo gregoriano na Igreja Nossa Senhora do Rosário pertencente aos Arautos do Evangelho de São Paulo, Brasil

Oficio dominical cantado em estilo gregoriano na Igreja Nossa Senhora do Rosário pertencente aos Arautos do Evangelho de São Paulo, Brasil

Movidos pela admiração para com o cântico oficial da liturgia católica os Arautos do Evangelho procuram divulgar em nosso imenso Brasil este inestimável tesouro litúrgico, publicando esta obra que reúne Os mais belos cânticos gregorianos. Que essas melodias ressoem nos templos sagrados do nosso país para o bem espiritual dos fieis e a glorificação de Jesus Eucarístico, conforme as recentes orientações litúrgicas dadas pelo Papa Bento XVI: “Na arte da celebração, ocupa lugar de destaque o canto litúrgico. […] Enquanto elemento litúrgico, o canto deve integrar-se na forma própria da celebração; consequentemente, tudo – no texto, na melodia, na execução – deve corresponder ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e aos diferentes tempos litúrgicos. Enfim, embora tendo em conta as distintas orientações e as diferentes e amplamente louváveis tradições, desejo – como foi pedido pelos padres sinodais – que se valorize adequadamente o canto gregoriano, como canto próprio da liturgia romana” (Sacramentum Caritatis, 42).

O livro contem 282 páginas e é publicado em São Paulo pelos Arautos do Evangelho com o apoio da Editora Lumen Sapientiae.

Para visualizar partes do livro, clique aqui.

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fev 232012
 

8 motivos para estudar latim

037_20071016_gk51. A língua latina passou para a História como o idioma no qual a maioria dos autores clássicos, medievais e modernos escreveram suas obras. Desde os antigos (Sêneca, Cícero, Terêncio e Júlio César) passando pelos medievais (Santo Agostinho, Santo Isidoro, São Tomás de Aquino e São Anselmo) até os modernos (Isaac Newton, Descartes, Erasmo, Copérnico, Francis Bacon e Thomas Morus) legaram à humanidade obras em latim. Inclusive Nietzsche tem livros e frases famosas em latim.

2. Essa língua é considerada uma das maiores fontes do conhecimento ocidental em diversas disciplinas como teologia, história, direito, filosofia, poesia e ciências biológicas, físicas e químicas. O conhecimento do latim dá acesso à fonte original do pensamento contemporâneo. Sem o conhecimento ainda que básico desse idioma não pode haver pesquisa e pensamento profundo.

3. O latim é a língua da qual derivou as línguas romances, isto é, o português, o espanhol, o francês, o italiano e o romeno. A aprendizagem do latim facilita a compreensão e o aprofundamento das línguas românicas. É a origem do português, a língua de nossa pátria.

4. Segundo diversos pesquisadores que com seus estudos confirmaram o senso comum dos nossos antepassados, a língua latina desenvolve o raciocínio abstrato e analítico por causa do uso das declinações. Cria o hábito da análise sintética durante a leitura e a fala, tornando gradualmente o pensamento mais organizado ao disciplinar a mente.  Segundo alguns confere maior clareza de julgamento.

5. Aumenta a capacidade de concentração e proporciona maior agilidade mental. De tal forma o latim é benéfico para a vida intelectual que ainda hoje em países de fala alemã, se estuda o latim.

6. O Direito Romano é o fundamento dos princípios que regem a legislação atual. Não é preciso explicar a importância do latim para o jargão de um estudante ou docente de direito.

7. Para um católico, o latim se torna ainda mais necessário, pois com exceção da Bíblia, as fontes teológicas, ou seja, os documentos pontifícios e a maioria dos escritos patrísticos, foram escritos em seu original na língua latina.

8.  A liturgia do Rito Latino assim como o cântico gregoriano foram escritos originalmente em latim.

nov 252011
 

Paulus Kangiser

Vir Togatus

Vir togatus, Museum Vaticanum

Stanley F. Bonner, professor Anglus, de Romanorum institutione sive educatione indagationem, quae annos ad 300 amplectitur (a Catone maiore ad Plinium iuniorem), iampridem fecit Liverpulae, ubi Latinitatem docebat, et fere triginta annis abhinc edidit (Education in Ancient Rome, London, 1977).

Auctor in indagationis conclusione admiratur quod Romani adeo sint progressi, illis temporibus consideratis, ut reliquos populos multis rebus superarent; praeterea miratur quod, edoctis plurimis, in eum prosperitatis locum pervenerint sine institutis statalibus, sicut hodiernis pro educatione ministeriis, neve publicis sumptibus ac subsidiis, nisi in novissimis Imperii temporibus ubi perpauca atque rarissima fuerunt.

Alteram vero conclusionem de Romanis, ab egregio Bonneris opere, colligere possumus, scilicet: eximiae indolis educationem adeptos esse, eo demum quod nulla scriptocratia statali usi sunt, quam vero scriptocratiam valde pandere videmus in postremis Imperii diebus atque dilapsionis ruinaeque partim culpandam.

In temporis spatio a Bonnere indagato comperimus nullas fuisse aedes scholares et praeceptores dictata doctrinasque dixisse ubi commode potuissent, sive domi sive in cella domestica conducta vel etiam sub umbraculo in area plateave;  querebantur quoque praeceptores quod parentes pactam mercedem nonnumquam sero dedissent, quippe qui nullam aliunde pecuniam acciperent; cum autem cuiusvis praeceptoris educatio satis bona non esset, parentes alio liberos deducebant.

Pueros primo litteras lectionemque docebat ludimagister; deinde grammaticus ad intellegendum quod legerant discipulos inducebat; postremo apud rhetorem de rebus lectis, quam intellegerant, argute erat iudicandum declamationis causa, ita ut argumenta pro una parte aut contra alteram omnis discipulus excogitare deberet; ex hac studiorum diuturna ratione patricii necnon plebeii ad rempublicam, militiam, commercium apti fiebant, adeo ut per millenium historiam suam prae ceteris populis optime degerent; hic Romanorum prospectus differri potest vel a quadam ficta imagine quam cinema Hollywoodiense nobis quondam praebuit, vel a prava opinione quam prisci Christiani, ex ipsorum martyribus, de paganis non immerito vulgaverunt.

Certum est historiam remedia pro malis hodiernis nobis non proferre; immo: non quia ad usum cottidianum sit utilis sed quod animi culturae prodest eam iudicamus colendam; ab ea enim adducimur ad difficultates meditandas ac superandas non secundum novas aut dubias ideologias sed praesertim ad principia quae, saeculis transactis, etiam nunc aptiora et potiora esse videantur.