set 152011
 

Ave maris Stella

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Partitura e audio em MP3 para baixar o tom simples, clique aqui. Ave Maris Stella (Gregoriano)

Avemarisstellagregorianopartituradownloadbaixar

Versão em latim e tradução literal para o português:

1. Ave, estrela do Mar,

1. Ave, maris Stella

Santa mãe de Deus

Dei Mater Alma,

e sempre Virgem,

Atque semper Virgo,

feliz porta do céu.

felix caeli porta

2. Recebendo aquele Ave,

2. Sumens illud Ave,

pela boca de Gabriel,

Gabriélis ore,

funda-nos na paz,

funda nos in pace,

mudando o nome de Eva.

mutans Evæ nomen.

3. Solvei as algemas dos réus,

3. Solve vincla reis,

provei a luz aos cegos,

profer lumen cæcis,

afastai nossos males[1],

mala nostra pelle,

rogai todos os bens[2].

bona cuncta posce.

4. Provai-nos ser [verdadeira][3] Mãe,

4. Monstra te esse Matrem,

Receba por ti a prece

sumat per te precem

Aquele que por nós nasceu,

qui pro nobis natus,

e quis ser [Filho][4] teu.

tulit esse tuus.

5. Ó Virgem singular,

5. Virgo singuláris,

Entre todas mansa (doce)[5],

inter omnes mitis,

Solvei-nos das culpas,

nos culpis solútos,

faz-nos mansos e castos,

mites fac et castos.

6. Concedei-nos uma vida pura,

6. Vitam præsta puram,

Preparai um caminho seguro,

iter para tutum,

Para que, a Jesus contemplando,

ut, vidéntes Iesum,

Sempre nos alegremos.

semper collætémur.

7. Seja o louvor a Deus Pai,

7. Sit laus Deo Patri,

Honra suma ao Cristo

summo Christo decus,

e ao Espírito Santo,

Spirítui Sancto,

aos três um só louvor. Amém.

tribus honor unus. Amen.


[1] Verbo no imperativo. No Brasil, não estamos acostumados a pedir assim…

[2] Verbo no imperativo. Idem.

[3] Verdadeira não está na versão latina, mas o sentido seria este.

[4] Filho não está na versão latina.

[5] Sentido: entre todas [as virgens] “a mais doce”.

(Tradução: Marcos Eduardo Melo dos Santos)

jul 092011
 

São Bento de Núrsia

São Bento de Núrsia (480-547) fundador da Ordem dos Beneditinos, hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo, foi o autor “Regra de São Bento”, um dos mais importantes documentos utilizados como regulamento da vida monástica, fonte de inspiração de outras comunidades religiosas ao longo da História (LLORCA, Bernardino et al. Historia de la Iglesia Católica. 7 ed. Madrid: BAC, 2009. p. 615; COLOMBÁS et alia. San Bento, su vida y su regla. Madrid: Bac, 1954. p. 124).

Sua Regula Monasteriorum, escrita em latim, conta com 73 capítulos e um prólogo, foi retomada por São Bento de Aniane (século IX) antes das invasões normandas; que a estudou e codificou, dando origem a sua expansão por toda Europa carolíngia, pois a regra de São Bento é uma normatização da vida monástica mais completa e abrandente que as anteriores (ROPS, Daniel. A Igreja dos Tempos Bárbaros. Trad. Emérico da Gama. São Paulo: Quadrante, 1991).

Através da Ordem de Cluny e da centralização de todos os mosteiros que utilizavam a Regula, o modelo de São Bento foi adquirindo grande importância na vida religiosa européia durante a alta Idade Média. Como será considerado, seu exemplo fez surgiu nos séculos subsequentes diversas reformas, as quais buscavam recuperar um regime beneditino mais de acordo com a regra primitiva. Outras reformas (como a camaldulense, a olivetana ou a silvestriana), buscaram também dar ênfase a diferentes aspectos da Regra de São Bento (SASTRE SANTOS, Eutimio. La vita Religiosa nella storia della Chiesa e della società. Milano: Ancora, 1997. p. 140).

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Apesar dos diferentes momentos históricos, nos quais a disciplina, as perseguições ou as agitações políticas causaram uma certa decadência da prática da Regra de São Bento, os mosteiros beneditinos conseguiram manter, durante todos os tempos, um grande número de religiosos e religiosas. Atualmente, a ordem posssui cerca de 700 mosteiros masculinos e 900 mosteiros e casas religiosas femininas, espalhados pelos cinco continentes.

Ao descrever na figura do abade, o segundo capítulo da regula parece aludir a própria missão dos fundadores, que “faz as vezes do Cristo, pois é chamado pelo mesmo cognome que Este, no dizer do Apóstolo” (cf. Rm 8,15; Gal 4,6; SÃO BENTO DE NÚRCIA. Regra de São Bento. Bilingue. Trad. João ENOUT. 2 ed. Rio de Janeiro: Lumen Christi, 1990. p. 21). Em São Bento verifica-se ademais a diferença que há entre o fundador e o patriarca. Este último é uma espécie de ilustre fundador, a cuja família vê-se agregar congregações diversas ao longo dos séculos, como ocorreu posteriormente com São Francisco e São Domingos. Estes fundadores-patriarcas não fundaram todas numerosas congregações de votos simples que portam seu nome, mas essas instituições se nutrem de seu espírito e carisma.

Para Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias (2008), “o essencial da obra de Bento de Núrsia consistiu em fermentar uma sociedade cindida por revoltas, crises e guerras, transformando-a, aos poucos, na era ‘em que a filosofia do Evangelho governou os Estados’”[1]. Para Daniel Rops, a obra de São Bento realizou na prática sobre todo o mundo medieval o pensamento e o objetivo de Santo Agostinho (ROPS, 1991). Llorca afirma que,

“No grande eclipse da civilização antiga que sobreveio no tempo das invasões, apenas permaneceu outra luz, excetuando o florescente império visigótico, que aquela que teve de se refugiar na brilhante constelação de mosteiros espalhados pela França e os países setentrionais, especialmente na remota Irlanda. Os monges foram os transmissores do saber antigo para os séculos futuros” (LLORCA ET AL., 2003, v.2, p. 254, tradução minha).

Tópicos relacionados

Para baixar a Regra de São Bento – Download gratuito

História de São Bento de Núrsia – O varão do qual nasceu uma civilização (Português)

Historia de San Benito, abad y patriarca de las religiones monacales de occidente (Español)


[1] Cf. Leão XIII, Immortale Dei, IV, 28. Disponível em: <www.vatican.va>. Acesso em: 18 mar. 2008.

jun 302011
 

Como qualquer língua o latim também possui formas de cortesia úteis por ocasião das refeições.

mesa-de-Natal1

Eu como pão no café da manhã. In ientaculo sumo panem.
Posso te convidar para jantar/almoçar? Possum te invitare ad cenam/prandium?
Posso te levar para jantar? Possum te cena emere?
Preciso de comida. Cibo egeo.
Estou com fome. Esurio (famem experior)
Meu estômago está vazio. Vacuum in stomacho sentio.
Podemos reservar uma mesa? Possumus mensam praeoccupare?
Gostaria de beber vinho. Volo bibere vinum.
Posso ver sua carta de vinhos? Possum inspicere chartam vimorum vestrorum?
Sou alérgico a vinho, mas eu gostaria de experimentar. Sum impatiens in vino sed velim hoc experiri.
Gostaria de pedir água. Velim iussa emittere aquam.
Gostaria de uma cerveja. Velim birram.
O que você recomenda? Quid mihi suadete?
Vocês servem pescados? Servite pisces?
O peixe está fresco? Sitne recens piscis?
Que carnes vocês têm? Qualem carnem in mensam ponebitis?
Vou tomar quatro destes. De que é feito? Sumam quattuor ex illis. Quibus rebus compositus est?
Passe-me o  sal,  por favor. Possum habere salem, quaeso?
Eu não pedi isso. Non a me id iussum est.
Está uma delícia. Hoc nobis delicae est.
Não está bom. Hoc habet malum saporem.
Não consigo comer tudo. Neqeo haec omnia manducare.
Gostaria de pedir a sobremesa. Velim aliquid post-prandium
Eu vou tomar meia xícara de café. Sumam dimidiatum poculum Arabicae potionis.
A conta …  por gentileza. Possumus nummorum rationem habere? Quaeso.
Acho que a conta não está certa. Opinor non exactam expensae summam.
A gorjeta está incluída? Servitii praemium estne inclusum?
Você aceita _____ por isso? Vis sumere in locum huius rei?

Principais diferenças entre o latim e o português

O português possui 9 categorias gramaticais. O latim possui 8.

Substantivo Adjetivo Pronome Verbo Advérbio Preposição Conjunção Interjeição

O latim possui as mesmas categorias gramaticais da língua lusa exceto os artigos.

A palavra “aquila,ae” pode ser traduzida como: a águia, uma águia, ou apenas águia.

O português possui apenas dois gêneros, já o latim possui três:

Masculino

Feminino

Neutro

Como em nossa língua, o latim possui dois números:

Singular

Plural

Na palavra, encontramos os elementos seguintes:

Raiz

Tema

Desinência ou terminação

Esta é a parte irredutível, encontradas em todas as palavras da mesma família (Palavras cognatas)

Elemento da palavra que lhe dá sentido genérico

Parte variável da palavra

Em português, temos a palavra rosa

Rosa

Rosário, roseiral

Rosa

Em Latim, na palavra Rosarum temos:

Raiz: Rosarum

Tema: Rosarum

Desinência: Rosarum

O que são os casos latinos?

Para entender os casos latinos é preciso recordar que na língua portuguesa, para exprimir as funções sintáticas das palavras, temos os artigos, as preposições assim como a posição da palavra na frase.

Dependendo da posição em que se encontra uma palavra na oração portuguesa a realidade descrita pode ser bem diversa…

O caçador persegue o urso.

O urso persegue o caçador.

Em latim, no lugar destes elementos, usamos os casos com as respectivas desinências ou terminações. Assim os substantivos, os adjetivos, os pronomes e os  particípios, segundo as diversas funções sintáticas exercidas na oração, recebem terminações diferentes. Estas flexões ou mudanças de forma são chamadas de casos latinos.

Existem seis casos em latim.

Caso

Conceito

Exemplo em latim

Tradução portuguesa

Nominativo

Caso do sujeito e do predicativo do sujeito

Ursus

O urso

Vocativo

Caso da exclamação ou do chamado

Urse

Ó urso!

Genitivo

Caso do complemento restritivo

Ursi

do urso

Dativo

Caso do objeto indireto

Urso

Para o urso

Ablativo

Caso do complemento de causa eficiente e dos adjuntos adverbiais

Urso

Com o urso

Pelo urso

Acusativo

Caso do objeto direto

Ursum

o urso

Analisemos a frase:

Paulo de Tarso golpeia com a vara a porta para Pedro (entrar)

Paulus Tarsi pulsat virga portam Petro

Distinguindo os elementos da frase:

Caso

Conceito

Exemplo em latim

Tradução portuguesa

Nominativo

Caso do sujeito e do predicativo do sujeito

Paulus

Paulo

Genitivo

Caso do complemento restritivo

Tarsi

De Tarso (da cidade de Tarso e não de qualquer lugar)

Verbo

Ação

pulsat

Golpeia (bate)

Dativo

Caso do objeto indireto

Petro

para Pedro (entrar)

Acusativo

Caso do objeto direto

Portam

a porta

Ablativo

Caso do complemento de causa eficiente e dos adjuntos adverbiais

Virga

com a vara

Assim a ordem das palavras em latim não é tão fixa com em português. A mesma frase poderia ser escrita na ordem inversa sem o auxílio de vírgulas e sem alterar o sentido da frase. No entanto, o latim costuma apresentar o verbo no final da frase. A ordem preferida pelo latim seria:

Sujeito

Objetos e complementos

Verbo

A mesma palavra em latim possui diversas desinências segundo a função que exerce na frase. Assim a palavra rosa pode ser escrita como: rosa, rosae, rosam, rosas, rosarum, rosis, etc. Declinar uma plavra é enumerar todos os seus casos ou flexões no singular e no plural.

Não se preocupe, nem todas as palavras latinas são declináveis. São declináveis apenas:

Substantivos

Adjetivos

Alguns pronomes

Particípios

O restante é invariável.

Veremos nos próximos posts sobre a gramática do latim cada caso em especial.

Maio 302011
 

História da Salve Rainha

A Salve Rainha é uma oração dirigida a Nossa Senhora surgida no século XI. Narra a História que um monge chamado Hermano Contracto compôs a oração cerca do ano de 1050 na cidade de Reichenau, Alemanha. Quando São Bernardo de Claraval tomou contato com a oração cantada pelos monges ficou tomado de tal enlevo a ponto de improvisar a última parte do cântico. Daí surgiu o verso “O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria”, que em português significa, “Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria”.

Domina Nostra a Fatima

Domina Nostra a Fatima

Historia Salve Regina

Salve Regina oratio ad Dominam Nostram scripta in XI saeculo. Monachus benedictinus Hermanus Contractus circa anno 1050 factus est eam in oppido Reichenau, Germania. Cum Sanctus Bernardus Claraevallensis cognoscit eam cantatam a monachis, admiratione afflante, postremam precis partem componit: “O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria”.

Texto da oração – Textus orationis

Salve, Rainha, mãe de misericórdia,
Salve, Regina, Mater misericordiae,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
vita, dulcedo, et spes nostra, salve.
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
Ad te clamamus, exsules filii Hevae,
A vós suspiramos, gemendo e chorando
ad te suspiramus, gementes et flentes
neste vale de lágrimas.
in hac lacrimarum valle.
Eia, pois, advogada nossa,
Eia, ergo, advocata nostra, illos tuos
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
misericordes oculos ad nos converte;
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
et Jesum, benedictum fructum ventris tui,
bendito fruto do vosso ventre,
nobis post hoc exilium ostende.
Ó clemente, ó piedosa,
O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.
ó doce sempre Virgem Maria
V.: Ora pro nobis sancta Dei Genetrix.
V.: Rogai por nós santa Mãe de Deus
R.: Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
R.: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Textus in latine

Salve, Regina, Mater misericordiae,

vita, dulcedo, et spes nostra, salve.

Ad te clamamus, exsules filii Hevae,

ad te suspiramus, gementes et flentes

in hac lacrimarum valle.

Eia, ergo, advocata nostra, illos tuos

misericordes oculos ad nos converte;

et Jesum, benedictum fructum ventris tui,

nobis post hoc exilium ostende.

O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

Em alguns ainda é adicionado:

V.: Ora pro nobis sancta Dei Genetrix.

R.: Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria

O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria

Maio 212011
 

Quomodo dicitur Pater Noster in latine?

Oratio dominica seu Pater noster est precatio quam Iesu Christus suos didicit. Iesus, Suorum discipulorum respondens petitioni (Domine, doce nos orare: Lc 11,1), orationem christianam fundamentalem eis concredit.  Usus huius precationis non tantum privatus est, sed etiam in antiqua liturgia ritus Ecclesiae Catholicae adhibetur. Verba orationis venit a duobus partibus Evangelii (Lc 11,2-4 et Mt 6,9-13).

Iesus Christus cum Apostolis

Iesus Christus cum apostolis

Pater noster, qui es in caelis,

sanctificetur nomen tuum.

Adveniat regnum tuum.

Fiat voluntas tua,

sicut in caelo, et in terra.

Panem nostrum quotidianum da nobis hodie,

et dimitte nobis debita nostra,

sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.

Et ne nos inducas in tentationem,

sed libera nos a malo.

Amen.

Oratione Dominica comentata fuit a Sancto Aurelio Augustino et Tertualliano et Sancto Thoma Aquinate : “Revera in Oratione [Domini] breviarium totius Evangelii” comprehenditur1, ipsa “perfectissima est”2. In centro est Scripturarum. Eadem “Oratio dominica” appellatur, quia nobis venit a Domino Iesu, qui nostrae orationis magister est et exemplar. Oratio dominica precatio est Ecclesiae per excellentiam. Partem constituit integralem magnarum Officii divini Horarum et initiationis christianae sacramentorum: Baptismatis, Confirmationis et Eucharistiae. In Eucharistia inserta, indolem manifestat “eschatologicam” suarum petitionum, in exspectatione Domini, “donec veniat” (1 Cor 11,26).

1 Tertullianus, De oratione, 1, 6: CCL 1, 258 (PL 1, 1255).

2 Sanctus Thomas Aquinas, Summa theologiae, II-II, 83, 9, c: Ed. Leon. 9, 201.

Maio 202011
 
Praecones Instituti Theologici

Praecones Instituti Theologici a Sancto Thoma Aquinate

Evangelli Praecones Consociatio privata christifideles iuris pontificii, prima esse creata a Sancta Sede in tertio milenio, in festa liturgica Cathedrae Sancti Petri Die XXII mensis februarii, anno Domini MMI. Praecones a Ioanne Scognamiglio Clá Dias fundati sunt. Consociatio inest in circa septuaginta nationibus. Praecones vita consacrata agunt, ac  coelibato totaliter ad evangelizationem mundi sibi dedicant. Viri feminaeque in domibus diversis habitant. Tempum Praeconi comprehendit praecatio evangelii, studio oratiove.

Ioannes Scognamiglio Clá Dias

Mons. Ioannes Scognamiglio Clá Dias, EP, Fundator Evangelii Praeconum

Charisma

Evangelii Praeconum charisma quaerit agere cum perfectione omnia acta vitae quotidianae, maxime in intimitate, sicut dictum est a Iesu Christo: “Estote ergo vos perfecti, sicut Pater vester caelestis perfectus est” (Mt 5,48).
Praeconi Evangelii, hac vocatio ad perfectionem in internis actis restritum non solere esse, sed autem in externis activitatibus. Sicut dicitur a Paulo VI in Charta ad Artistas: “Mundum in quo vivimus pulchritudinem eget ut in desperatione arceatur”.

Praecones ante Basilicam Vaticanam, Roma, Italia.

Evangelii Praecones ante Basilicam Vaticanam

Obiectum

Secundum in statuto scriptum est, Evangelii Praecones nati sunt cum finalitate instrumentum sanctitatis in Ecclesia essendi. Auxiliare christifidelis respondere plene vocationem ad plenitudinem vitae cristianae ac perfectionem caritatis, atque etiam agere in evangelizatione, santificatione et animatione christiana rerum temporalium.

Praecones in evangelizatione et animatione christiana rerum temporalium agere volunt.

Praecones in evangelizatione et animatione christiana rerum temporalium agere volunt.

Spiritualitas


Evangelii Praecones spiritualitatem in tribus fundamentis aedificant, id est,  Eucharistia, Maria et Papa. Propterea in emblema consociationis insunt simbola spiritualitatis.

Emblema Praeconum

Emblema Evangelii Praeconum


abr 292011
 

CONSTITUTIO DOGMATICA DE ECCLESIA LUMEN GENTIUM

Caput I

DE ECCLESIAE MYSTERIO

1. Lumen gentium cum sit Christus, haec Sacrosancta Synodus, in Spiritu Sancto congregata, omnes homines claritate Eius, super faciem Ecclesiae resplendente, illuminare vehementer exoptat, omni creaturae Evangelium annuntiando (cf. Mc 16,15). Cum autem Ecclesia sit in Christo veluti sacramentum seu signum et instrumentum intimae cum Deo unionis totiusque generis humani unitatis, naturam missionemque suam universalem, praecedentium Conciliorum argumento instans, pressius fidelibus suis et mundo universo declarare intendit. Condiciones huius temporis huic Ecclesiae officio urgentiorem vim addunt, ut nempe homines cuncti, variis hodie vinculis socialibus, technicis, culturalibus arctius coniuncti, plenam etiam unitatem in Christo consequantur.

2. Aeternus Pater, liberrimo et arcano sapientiae ac bonitatis suae consilio, mundum universum creavit, homines ad participandam vitam divinam elevare decrevit, eosque lapsos in Adamo non dereliquit, semper eis auxilia ad salutem praebens, intuitu Christi, Redemptoris, “qui est imago Dei invisibilis, primogenitus omnis creaturae” (Col 1,15). Omnes autem electos Pater ante saecula “praescivit et praedestinavit conformes fieri imaginis Filii sui, ut sit ipse primogenitus in multis fratribus” (Rom 8,29). Credentes autem in Christum convocare statuit in sancta Ecclesia, quae iam ab origine mundi praefigurata, in historia populi Israel ac foedere antiquo mirabiliter praeparata(1), in novissimis temporibus constituta, effuso Spiritu est manifestata, et in fine saeculorum gloriose consummabitur. Tunc autem, sicut apud sanctos Patres legitur, omnes iusti inde ab Adam, “ab Abel iusto usque ad ultimum electum”(2) in Ecclesia universali apud Patrem congregabuntur.

3. Venit igitur Filius, missus a Patre, qui nos in Eo ante mundi constitutionem elegit ac in adoptionem filiorum praedestinavit, quia in Eo omnia instaurare sibi complacuit (cf. Eph 1,4-5 et 10). Christus ideo, ut voluntatem Patris impleret, regnum caelorum in terris inauguravit nobisque Eius mysterium revelavit, atque oboedientia sua redemptionem effecit. Ecclesia, seu regnum Christi iam praesens in mysterio, ex virtute Dei in mundo visibiliter crescit. Quod exordium et incrementum significantur sanguine et aqua ex aperto latere Iesu crucifixi exeuntibus (cf. Io 19,34), ac praenuntiantur verbis Domini de morte sua in cruce: “Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnes traham ad meipsum” (Io 12,32 gr.). Quoties sacrificium crucis, quo “Pascha nostrum immolatus est Christus” (1Cor 5,7), in altari celebratur, opus nostrae redemptionis exercetur. Simul sacramento panis eucharistici repraesentatur et efficitur unitas fidelium, qui unum corpus in Christo constituunt (cf. 1Cor 10,17). Omnes homines ad hanc vocantur unionem cum Christo, qui est lux mundi, a quo procedimus, per quem vivimus, ad quem tendimus.

4. Opere autem consummato, quod Pater Filio commisit in terra faciendum (cf. Io 17,4), missus est Spiritus Sanctus die Pentecostes, ut Ecclesiam iugiter sanctificaret, atque ita credentes per Christum in uno Spiritu accessum haberent ad Patrem (cf. Eph 2,18). Ipse est Spiritus vitae seu fons aquae salientis in vitam aeternam (cf. Io 4,14; 7,38-39), per quem Pater homines, peccato mortuos, vivificat, donec eorum mortalia corpora in Christo resuscitet (cf. Rom 8,10-11). Spiritus in Ecclesia et in cordibus fidelium tamquam in templo habitat (cf. 1Cor 3,16; 6,19), in eisque orat et testimonium adoptionis eorum reddit (cf. Gal 4,6; Rom 8,15-16 et 26). Ecclesiam, quam in omnem veritatem inducit (cf. Io 16,13) et in communione et ministratione unificat, diversis donis hierarchicis et charismaticis instruit ac dirigit, et fructibus suis adornat (cf. Eph 4,11-12; 1Cor 12,4; Gal 5,22). Virtute Evangelii iuvenescere facit Ecclesiam eamque perpetuo renovat et ad consummatam cum Sponso suo unionem perducit(3). Nam Spiritus et Sponsa ad Dominum Iesum dicunt: Veni! (cf. Apoc 22,17).

Sic apparet universa Ecclesia sicuti “de unitate Patris et Filii et Spiritus Sancti plebs adunata”(4).

5. Ecclesiae sanctae mysterium in eiusdem fundatione manifestatur. Dominus enim Iesus Ecclesiae suae initium fecit praedicando faustum nuntium, adventum scilicet Regni Dei a saeculis in Scripturis promissi: “Quoniam impletum est tempus, et appropinquavit regnum Dei” (Mc 1,15; cf. Mt 4,17). Hoc vero regnum in verbo, operibus et praesentia Christi hominibus elucescit. Verbum nempe Domini comparatur semini, quod in agro seminatur (cf. Mc 4,14): qui illud cum fide audiunt et Christi pusillo gregi (cf. Lc 12,32) adnumerantur, regnum ipsum susceperunt; propria dein virtute semen germinat et increscit usque ad tempus messis (cf. Mc 4,26-29). Miracula etiam Iesu Regnum iam in terris pervenisse comprobant: “Si in digito Dei eicio daemonia, profecto pervenit in vos Regnum Dei” (Lc 11,20; cf. Mt 12,28). Ante omnia tamen Regnum manifestatur in ipsa Persona Christi, Filii Dei et Filii hominis, qui venit “ut ministraret et daret animam suam redemptionem pro multis” (Mc 10,45).

Cum autem Iesus, mortem crucis pro hominibus passus, resurrexerit, tamquam Dominus et Christus Sacerdosque in aeternum constitutus apparuit (cf. Act 2,36; Hebr 5,6; 7,17-21), atque Spiritum a Patre promissum in discipulos suos effudit (cf. Act 2,33). Unde Ecclesia, donis sui Fundatoris instructa fideliterque eiusdem praecepta caritatis, humilitatis et abnegationis servans, missionem accipit Regnum Christi et Dei annuntiandi et in omnibus gentibus instaurandi, huiusque Regni in terris germen et initium constituit. Ipsa interea, dum paulatim increscit, ad Regnum consummatum anhelat, ac totis viribus sperat et exoptat cum Rege suo in gloria coniungi.

6. Sicut in Vetere Testamento revelatio Regni saepe sub figuris proponitur, ita nunc quoque variis imaginibus intima Ecclesiae natura nobis innotescit, quae sive a vita pastorali vel ab agricultura, sive ab aedificatione aut etiam a familia et sponsalibus desumptae, in libris Prophetarum praeparantur.

Est enim Ecclesia ovile, cuius ostium unicum et necessarium Christus est (cf. Io 10,1-10). Est etiam grex, cuius ipse Deus pastorem se fore praenuntiavit (cf. Is 40,11; Ez 34,11 ss.), et cuius oves, etsi a pastoribus humanis gubernantur, indesinenter tamen deducuntur et nutriuntur ab ipso Christo, bono Pastore Principeque pastorum (cf. Io 10,11; 1Pt 5,4), qui vitam suam dedit pro ovibus (cf. Io 10,11-15).

Est Ecclesia agricultura seu ager Dei (cf. 1Cor 3,9). In illo agro crescit antiqua oliva, cuius radix sancta fuerunt Patriarchae, et in qua Iudaeorum et Gentium reconciliatio facta est et fiet (cf. Rom 11,13-26). Ipsa plantata est a caelesti Agricola tamquam vinea electa (cf. Mt 21,33-43 par.; Is 5,1ss.). Vitis vera Christus est, vitam et fecunditatem tribuens palmitibus, scilicet nobis, qui per Ecclesiam in ipso manemus, et sine quo nihil possumus facere (cf. Io 15,1-5).

Saepius quoque Ecclesia dicitur aedificatio Dei (cf. 1Cor 3,9). Dominus ipse se comparavit lapidi, quem reprobaverunt aedificantes, sed qui factus est in caput anguli (cf. Mt 21,42 par.; Act 4,11; 1Pt 2,7; Ps 118,22). Super illud fundamentum Ecclesia ab Apostolis exstruitur (cf. 1Cor 3,11), ab eoque firmitatem et cohaesionem accipit. Quae constructio variis appellationibus decoratur: domus Dei (cf. 1Tim 3,15), in qua nempe habitat eius familia, habitaculum Dei in Spiritu (cf. Eph 2,19-22), “tabernaculum Dei cum hominibus” (Apoc 21,3), et praesertim templum sanctum, quod in lapideis sanctuariis repraesentatum a Sanctis Patribus laudatur, et in Liturgia non immerito assimilatur Civitati sanctae, novae Ierusalem(5). In ipsa enim tamquam lapides vivi his in terris aedificamur (cf. 1Pt 2,5). Quam sanctam civitatem Ioannes contemplatur, in renovatione mundi descendentem de caelis a Deo, “paratam sicut sponsam ornatam viro suo” (Apoc 21,1s.).

Ecclesia etiam, “quae sursum est Hierusalem” et “mater nostra” appellatur (Gal 4,26; cf. Apoc 12,17), describitur ut sponsa immaculata Agni immaculati (cf. Apoc 19,7; 21,2 et 9; 22,17), quam Christus “dilexit… et se ipsum tradidit pro ea, ut illam sanctificaret” (Eph 5,25-26), quam sibi foedere indissolubili sociavit et indesinenter “nutrit et fovet” (Eph 5,29), et quam mundatam sibi voluit coniunctam et in dilectione ac fidelitate subditam (cf. Eph 5,24), quam tandem bonis caelestibus in aeternum cumulavit, ut Dei et Christi erga nos caritatem, quae omnem scientiam superat, comprehendamus (cf. Eph 3,19). Dum vero his in terris Ecclesia peregrinatur a Domino (cf. 2Cor 5,6), tamquam exsulem se habet, ita ut quae sursum sunt quaerat et sapiat, ubi Christus est in dextera Dei sedens, ubi vita Ecclesiae abscondita est cum Christo in Deo, donec cum Sponso suo appareat in gloria (cf. Col. 3, 1-4).

7. Dei Filius, in natura humana Sibi unita, morte et resurrectione sua mortem superando, hominem redemit et in novam creaturam transformavit (cf. Gal 6,15; 2Cor 5,17). Communicando enim Spiritum suum, fratres suos, ex omnibus gentibus convocatos, tamquam corpus suum mystice constituit.

In corpore illo vita Christi in credentes diffunditur, qui Christo passo atque glorificato, per sacramenta arcano ac reali modo uniuntur(6). Per baptismum enim Christo conformamur: “Etenim in uno Spiritu omnes nos in unum corpus baptizati sumus” (1Cor 12,13). Quo sacro ritu consociatio cum morte et resurrectione Christi repraesentatur et efficitur: “Consepulti enim sumus cum illo per baptismum in mortem”; si autem “complantati facti sumus similitudini mortis Eius, simul et resurrectionis erimus” (Rom 6,4-5). In fractione panis eucharistici de Corpore Domini realiter participantes, ad communionem cum Eo ac inter nos elevamur. “Quoniam unus panis, unum corpus multi sumus, omnes qui de uno pane participamus” (1Cor 10,17). Ita nos omnes membra illius Corporis efficimur (cf. 1Cor 12,27), “singuli autem alter alterius membra” (Rom 12,5).

Sicut vero omnia corporis humani membra, licet multa sint, unum tamen corpus efformant, ita fideles in Christo (cf. 1Cor 12,12). Etiam in aedificatione corporis Christi diversitas viget membrorum et officiorum. Unus est Spiritus, qui varia sua dona, secundum divitias suas atque ministeriorum necessitates, ad Ecclesiae utilitatem dispertit (cf. 1Cor 12,1-11). Inter quae dona praestat gratia Apostolorum, quorum auctoritati ipse Spiritus etiam charismaticos subdit (cf. 1Cor 14). Idem Spiritus per Se suaque virtute atque interna membrorum connexione corpus unificans, caritatem inter fideles producit et urget. Unde, si quid patitur unum membrum, compatiuntur omnia membra; sive si unum membrum honoratur, congaudent omnia membra (cf. 1Cor 12,26).

Huius corporis Caput est Christus. Ipse est imago Dei invisibilis, in Eoque condita sunt universa. Ipse est ante omnes et omnia in Ipso constant. Ipse est caput corporis quod est Ecclesia. Ipse est principium, primogenitus ex mortuis, ut sit in omnibus primatum tenens (cf. Col 1,15-18). Magnitudine virtutis suae caelestibus et terrestribus dominatur, et supereminenti perfectione et operatione sua totum corpus gloriae suae divitiis replet (cf. Eph 1,18-23)(7).

Omnia membra Ei conformari oportet, donec Christus formetur in eis (cf. Gal 4,19). Quapropter in vitae Eius mysteria adsumimur, cum Eo configurati, commortui et conresuscitati, donec cum Eo conregnemus (cf. Phil 3,21; 2Tim 2,11; Eph 2,6; Col 2,12; etc.). In terris adhuc peregrinantes, Eiusque vestigia in tribulatione et persecutione prementes, Eius passionibus tamquam corpus Capiti consociamur, Ei compatientes, ut cum Eo conglorificemur (cf. Rom 8,17).

Ex Eo “totum corpus per nexus et coniunctiones subministratum et constructum crescit in augmentum Dei” (Col 2,19). Ipse in corpore suo, scilicet Ecclesia, dona ministrationum iugiter disponit, quibus Ipsius virtute nobis invicem ad salutem servitia praestamus, ut veritatem facientes in caritate, crescamus in illum per omnia, qui est Caput nostrum (cf. Eph 4,11-16 gr.).

Ut autem in Illo incessanter renovemur (cf. Eph 4,23), dedit nobis de Spiritu suo, qui unus et idem in Capite et in membris exsistens, totum corpus ita vivificat, unificat et movet, ut Eius officium a sanctis Patribus comparari potuerit cum munere, quod principium vitae seu anima in corpore humano adimplet(8).

Christus vero diligit Ecclesiam ut sponsam suam, exemplar factus viri diligentis uxorem suam ut corpus suum (cf. Eph 5,25-28); ipsa vero Ecclesia subiecta est Capiti suo (ib. 5,23-24). “Quia in Ipso inhabitat omnis plenitudo divinitatis corporaliter” (Col 2,9), Ecclesiam, quae corpus et plenitudo Eius est, divinis suis donis replet (cf. Eph 1,22-23), ut ipsa protendat et perveniat ad omnem plenitudinem Dei (cf. Eph 3,19).

8. Unicus Mediator Christus Ecclesiam suam sanctam, fidei, spei et caritatis communitatem his in terris ut compaginem visibilem constituit et indesinenter sustentat(9), qua veritatem et gratiam ad omnes diffundit. Societas autem organis hierarchicis instructa et mysticum Christi Corpus, coetus adspectabilis et communitas spiritualis, Ecclesia terrestris et Ecclesia coelestibus bonis ditata, non ut duae res considerandae sunt, sed unam realitatem complexam efformant, quae humano et divino coalescit elemento(10). Ideo ob non mediocrem analogiam incarnati Verbi mysterio assimilatur. Sicut enim natura assumpta Verbo divino ut vivum organum salutis, Ei indissolubiliter unitum, inservit, non dissimili modo socialis compago Ecclesiae Spiritui Christi, eam vivificanti, ad augmentum corporis inservit (cf. Eph 4,16)(11).

Haec est unica Christi Ecclesia, quam in Symbolo unam, sanctam, catholicam et apostolicam profitemur(12), quam Salvator noster, post resurrectionem suam Petro pascendam tradidit (cf. Io 21,17), eique ac ceteris Apostolis diffundendam et regendam commisit (cf. Mt 28,18ss.), et in perpetuum ut columnam et firmamentum veritatis erexit (cf. 1Tim 3,15). Haec Ecclesia, in hoc mundo ut societas constituta et ordinata, subsistit in Ecclesia catholica, a successore Petri et Episcopis in eius communione gubernata(13), licet extra eius compaginem elementa plura sanctificationis et veritatis inveniantur, quae ut dona Ecclesiae Christi propria, ad unitatem catholicam impellunt.

Sicut autem Christus opus redemptionis in paupertate et persecutione perfecit, ita Ecclesia ad eandem viam ingrediendam vocatur, ut fructus salutis hominibus communicet. Christus Iesus, “cum in forma Dei esset,… semet ipsum exinanivit formam servi accipiens” (Phil 2,6-7) et propter nos “egenus factus est, cum esset dives” (2Cor 8,9): ita Ecclesia, licet ad missionem suam exsequendam humanis opibus indigeat, non ad gloriam terrestrem quaerendam erigitur, sed ad humilitatem et abnegationem etiam exemplo suo divulgandas. Christus a Patre missus est “evangelizare pauperibus,… sanare contritos corde” (Lc 4,18), “quaerere et salvum facere quod perierat” (Lc 19,10): similiter Ecclesia omnes infirmitate humana afflictos amore circumdat, imo in pauperibus et patientibus imaginem Fundatoris sui pauperis et patientis agnoscit, eorum inopiam sublevare satagit, et Christo in eis inservire intendit. Dum vero Christus, “sanctus, innocens, impollutus” (Hebr 7,26), peccatum non novit (cf. 2Cor 5,21), sed sola delicta populi repropitiare venit (cf. Hebr 2,17), Ecclesia in proprio sinu peccatores complectens, sancta simul et semper purificanda, poenitentiam et renovationem continuo prosequitur.

“Inter persecutiones mundi et consolationes Dei peregrinando procurrit”(14) ecclesia, crucem et mortem Domini annuntians, donec veniat (cf. 1Cor 11,26). Virtute autem Domini resuscitati roboratur, ut afflictiones et difficultates suas, internas pariter et extrinsecas, patientia et caritate devincat, et mysterium Eius, licet sub umbris, fideliter tamen in mundo revelet, donec in fine lumine pleno manifestabitur.